Itaboraí realiza 2º Ciclo de Palestras sobre Transtorno do Espectro Autista (TEA)

A Secretaria Municipal de Educação (SEME), por meio com a Clínica Escola do Autista realizou nesta sexta-feira (22/09), no anfiteatro do Colégio Adventista, em Itaboraí, o 2º Ciclo de palestra sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A palestra, destinada para mediadores e professores que atuam com educando com TEA, de Itaboraí e outros municípios visa oferecer o esclarecimento para identificar uma criança com autismo e como trabalhar abordando as questões de inclusão.
Segundo o secretário municipal de Educação, Marcos Dias é preciso saber identificar os possíveis casos e observar também como orientar os pais e professores.
“O ciclo de palestras é importante para orientar as pessoas que conhecem ou tem na família portadores do autismo ou outras condições. E assim levar informação necessária para a obtenção de um tratamento adequado. O apoio da prefeitura no compartilhamento do conhecimento é essencial aos profissionais”, frisou Marcos Dias.
O autismo ou Transtorno do Espectro Autista caracteriza-se por dificuldades significativas na comunicação e na interação social. Além de alterações de comportamento, expressas principalmente na repetição de movimentos, como balançar o corpo, rodar uma caneta, apegar-se a objetos ou enfileirá-los de maneira padronizada. Essas alterações na maioria das vezes costumam aparecer antes mesmo dos três anos de idade.
Ministrando a palestra “O neuropediatra na sala de aula: o transtorno do espectro autista”, o neuropediatra Mauro Lins destacou que é preciso entender as necessidades da criança autista, pois ela não consegue se expressar. “Elas podem está agitadas, chorando em excesso ou gritando, em decorrência de alguma enfermidade, que em muitas das vezes demora a ser descoberta. Isso em decorrência do autista não conseguir expressar o que sente, por tanto é preciso atenção e observar as mudanças”, afirmou Mauro.
Segundo a participante do evento, Maria de Fátima Braga, mediadora pedagógica do Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) Geny Soares Santana, em Nova Cidade, a integração dos alunos autistas com os demais estudantes é importante.
“Gosto de participar deste tipo de palestra para melhor compreender o TEA e assim melhorar minha atuação em sala de aula. Hoje foi um dia de enriquecimento e conhecimento profissional. Pude entender ainda, que o meio ambiente faz a diferença para a gestação da mulher em relação ao autismo. Precisamos estar sempre em busca do conhecimento para entender melhor como proceder com os alunos”, disse Maria.
O trabalho realizado na Clínica Escola do Autista segue as diretrizes da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno Espectro Autista, instituída pela Lei Federal 12.764, de 27 de dezembro de 2012, criada a partir da luta de familiares de pessoas autistas em todo país, incluindo Berenice Piana.
Com mais de 140 pacientes-alunos, a instituição atende em duas vertentes. Sendo na Saúde, com parte clínica, realização de diagnósticos e terapias, e na Educação, oferecendo ensino especializado com metodologias específicas para o trabalho com autistas.
Idealizadora da Clínica Escola em Itaboraí e membro da família azul, como é conhecida, Berenice Piana, que também é mãe de um autista fez questão de comparecer ao encontro e parabenizar a gestão municipal. “A Prefeitura de Itaboraí tem apresentado um bom trabalho, dando apoio à causa e colocado profissionais para cuidar do tratamento dos autistas”, disse Berenice Piana.
O evento contou ainda com as palestras “Autismo e Avaliação Profissional”; “Novas perspectivas no desenvolvimento de pessoas com autismo” e “Mediação escolar do aluno com TEA”. Além de venda de livros, venda de ingredientes orgânicos, coletados na horta da Clínica Escola do autista e sorteios de cursos.

Fonte:Facebook Prefeitura Municipal de Itaboraí

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