Niterói, SG e Itaboraí vão ganhar 550 policiais

A Secretaria de Estado de Segurança anunciou na noite de ontem uma reformulação no projeto de pacificação das comunidades do Rio. O secretário de Segurança Pública, Roberto Sá, disse que todas as UPPs permanecerão nas comunidades, mas alterações na gestão dos recursos humanos vão liberar três mil policiais militares que hoje atuam administrativamente para o patrulhamento nas ruas. Cerca de 1.100 vão ficar na capital, 900 na Baixada e Niterói, São Gonçalo e Itaboraí vão ganhar mais 550 policiais.

“A atividade fim não vai sofrer qualquer tipo de prejuízo. Não vai haver mudança no efetivo considerado essencial. Haverá a transferência de três mil homens para atividades operacionais, representa 33,3% do efetivo. A maioria desses homens desempenhava atividades burocráticas. O importante é que vamos colocar mais três mil policiais em áreas que estavam necessitando de policiamento”, explicou o comandante da PM, coronel Wolney Dias.

Em coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle, Roberto Sá, reafirmou o compromisso da Seseg com a preservação da vida e acrescentou que a mudança nas UPPs vai ao encontro com o anseio das comunidades e dos policiais que acreditam no Programa de Polícia Pacificadora.
“Nós fizemos um diagnóstico de todas as Unidades de Polícia Pacificadora. A conclusão que chegamos é que todas as UPPs serão mantidas na sua essência. Eu digo pra cada morador que acreditou, nós vamos continuar presentes cumprindo o nosso papel, melhorando o nosso serviço e nos aproximando mais da comunidade. Esperamos que todos os entes e poderes acreditem que é importante levar dignidade para todas as áreas do Rio de Janeiro”, disse.

As UPPs dos Complexos da Penha e do Alemão se transformarão em um Batalhão de Polícia Pacificadora. A Coordenadoria de Polícia Pacificadora passa a ser o órgão de definição das diretrizes do programa, subordinado ao Comando-Geral da Polícia Militar e empenhado em aumentar o diálogo com os moradores nas comunidades.

A Seseg já possui um canal direto com as lideranças comunitárias no Conselho de Segurança Pública do Estado de Rio de Janeiro para receber os anseios das comunidades relativas à segurança pública e propor políticas públicas. Por sua vez, o secretário Roberto Sá, que recebe rotineiramente lideranças comunitárias como forma de intensificar o diálogo, determinou que as Unidades de Polícia Pacificadora intensifiquem a aproximação com as comunidades.

Sá também explicou que com a melhor gestão dos recursos humanos das UPPs, vai ser possível colocar nas ruas do Rio, nas áreas dos batalhões, três mil policiais sem que isso prejudique qualquer atividade operacional das Unidades de Polícia Pacificadora.

“Para isso acontecer, tivemos que fazer uma organização administrativa melhor. As UPPs que já eram subordinadas administrativamente aos batalhões passam a ser subordinadas operacionalmente, isso faz com que esse efetivo seja otimizado para enfrentar a criminalidade”, ressaltou.

Fonte:Site A Tribuna

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